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Wagyu Criado no Alentejo: Porque a Região Faz a Diferença

  • Foto do escritor: Wilco Onderdelinden
    Wilco Onderdelinden
  • 6 de ago.
  • 3 min de leitura

O Wagyu é frequentemente avaliado apenas pela genética: sangue puro, as linhagens certas, o gene certo para o marmoreio. Mas a genética é apenas metade da história. Onde e como um animal cresce determina, em última análise, como esse potencial genético se transforma em carne. Na Nobiyu, esse lugar é o Alentejo — e isso não é acaso.

Uma paisagem que recompensa a lentidão

O Alentejo é uma das poucas regiões da Europa onde ainda é possível praticar pastoreio extensivo em grande escala. Os nossos animais pastam livremente sob sobreiros e azinheiras centenários, numa paisagem conhecida como montado. Não se trata de uma pastagem artificial de erva ryegrass: é um ecossistema seminatural onde erva, ervas espontâneas e, de forma crucial, bolotas compõem uma dieta natural e variada.

Essas bolotas não são um pormenor qualquer. São ricas em ácidos gordos insaturados e conferem à carne uma profundidade subtil e amendoada que não se obtém apenas com ração à base de cereais — o mesmo princípio que tornou a produção de porco Ibérico mundialmente célebre, aplicado agora ao gado Wagyu.

Gado Wagyu pastando tranquilamente sob os sobreiros e azinheiras floridas no Alentejo.
Gado Wagyu pastando tranquilamente sob os sobreiros e azinheiras floridas no Alentejo.

Espaço e tempo, não velocidade

O gado Wagyu que sofre stress ou é engordado demasiado depressa desenvolve um marmoreio mais grosseiro e menos consistente. O espaço aberto do Alentejo — pouco povoado, tranquilo, com um clima mediterrânico sem oscilações extremas de temperatura — dá aos nossos animais o tempo necessário para crescer ao seu próprio ritmo antes de entrarem na fase final, mais intensiva. Isto contrasta diretamente com os modelos de produção intensiva, onde o tempo é minimizado para reduzir custos.

Na Nobiyu, os animais permanecem no mínimo 12 meses ao ar livre, em pastoreio livre sob os sobreiros e azinheiras do Alentejo. Não se trata apenas de um ano: é um ciclo completo de estações, o que significa que cada animal atravessa pelo menos uma época completa de bolota e incorpora-a como fonte alimentar natural durante toda essa estação — não como um extra, mas como parte estrutural da sua dieta.

Só depois deste período ao ar livre os animais entram para a fase de acabamento, que por sua vez tem uma duração mínima de 500 dias. O percurso completo — no mínimo 12 meses de pastoreio livre, seguidos de no mínimo 500 dias de acabamento controlado — leva os nossos animais a uma idade de abate de cerca de 30 meses, distribuída por duas fases claramente distintas.

Para comparação: um bovino convencional é normalmente abatido entre os 16 e os 18 meses. Os animais Nobiyu recebem, assim, quase o dobro do tempo para crescer — tempo que se reflete diretamente na qualidade e finura do marmoreio.

O terroir também existe no gado

No mundo do vinho, o terroir é um conceito evidente: a mesma casta sabe de forma diferente consoante o solo, o clima e a localização. No Wagyu, este princípio ainda é subestimado, mas aplica-se igualmente. O Wagyu criado no Alentejo, alimentado com bolotas e ervas locais, desenvolve um carácter distinto do Wagyu criado num feedlot na Austrália ou nos Estados Unidos — mesmo que a base genética seja idêntica.

É este o cerne daquilo que distingue a Nobiyu: não apenas genética Wagyu 100% puro-sangue, mas um ambiente de produção específico de Portugal, impossível de replicar fora desta região.

Na Nobiyu, os animais permanecem no mínimo 12 meses ao ar livre, em pastoreio livre sob os sobreiros e azinheiras do Alentejo.

O resultado no prato

Para os chefs, esta combinação — no mínimo 12 meses de pastoreio livre com uma época completa de bolota, seguidos de no mínimo 500 dias de acabamento controlado — traduz-se numa carne de sabor limpo e marcante, com um marmoreio fino mas consistente, e uma textura macia sem se tornar excessivamente gorda. É um Wagyu com identidade própria — de origem portuguesa, e não uma cópia de um modelo japonês ou australiano.

A Nobiyu™ fornece Wagyu 100% puro-sangue, criado no Alentejo, a chefs e restaurantes em todo Portugal.

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